Traça teve a sua primeira residência no Espaço do Tempo, na 1ª semana de Janeiro, com Flora Detraz, Nádia Yaracema, Sara Anjo e ainda com Mickaella Dantas, à distância a partir de Londres.

Traça é um projeto que coloca o corpo em relação direta com o território e desta primeira experiência destacamos a visita à herdade do Freixo do Meio. Observámos as plantações de agrofloresta, uma utopia em marcha que vem provar que o solo e a paisagem do Alentejo não é monótona, muito menos desértica. Dançámos junto do Zambujeiro do Tempo, uma árvore milenar que nos faz viajar por um tempo dilatado e ainda subimos à Pedra Alta, onde os nossos ancestrais do megalítico se encontravam para rituais.

© Inês Samba e Sara Anjo

A 2ª residência teve lugar online, através do espaço virtual, na 3ª semana de Fevereiro, com Sara Anjo e Mickaella Dantas.

Houve uma exploração intricada e simbiótica do corpo e a sua relação com o meio envolvente.

© Mickaella Dantas e Sara Anjo

Para preparar as peças sonoras do Traça fomos até à Fundação das Salinas do Samouco, na última semana de Fevereiro. Estas salinas ficam situadas na reserva natural do estuário do Tejo, são a maior zona húmida do país e um santuário para peixesmoluscoscrustáceos e, sobretudo, aves.

Nesta altura do ano, as Salinas do Samouco, são um refúgio na maré alta para o Maçarico de Bico Direito, uma ave de grandes voos migratórios e em vias de extinção. Para além desta espécie de ave, podemos escutar e avistar várias outras, nomeadamente os exuberantes Flamingos.

© Artur Pispalhas e Sara Anjo
© Sara Anjo 2021